segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Como interpretar um "nim"

Nesta campanha, houve um dado que contribuiu para aumentar a abstenção: a militância do “nim”.
Lembro-me, por exemplo, de ter ficado chocado com a forma como o Luís Delgado, pouco antes da 12:00, de sexta-feira, defendeu, com toda a energia e vigor, que nesta questão havia quem pura e simplesmente não queria responder. E insistiu várias vezes nisto, como quem defendia essa posição.
Até é natural que houvesse esses casos, mas como comentador televisivo e político com especiais responsabilidades na formação cívica do telespectador que o assiste, não podia nem devia apelar à abstenção desta forma. Indignou-me.
Mesmo com este interessante exercício contra-factual aqui do LA-C , há que interpretar estes “nins”.
Entendo que quem não votou não pode agora querer condicionar o voto daqueles que o fizeram, se assim optou é porque delegou nestes últimos a sua decisão ou pelo menos a mesma é-lhe indiferente.

1 comentário:

Rui Pedro Pinto disse...

Caro Ricardo, nao sei o porque de tanta surpresa. Estamos a falar do Luis Delgado...