sábado, maio 03, 2008

Legalize it



8 comentários:

sinhã, a. disse...

Boa. ;-)

Gaspas disse...

See it, roll it, smoke it!!!

rui guerra disse...

eis uma conversa que tem um cheiro igual ao do fumo da planta.
o que é o 'it'? o consumo ou a plantação?

Gaspas disse...

RG,

«eis uma conversa que tem um cheiro igual ao do fumo da planta»

um cheirinho agradável presumo!

"See it, roll it, smoke it" era apenas um slogan dos anos 60/70 que surgia ao lado de uma folha de cannabis, lembro-me de o ver em documentários, posters, crachás...

o "it" é a planta, para ser a plantação, só se fosse num concerto do Bob Marley com um pelotão de rastas sempre a enrolar. :)

rb disse...

"consumo ou a plantação?"

As duas, sob regras, porque não?
O cânhamo é uma das substâncias virtuosas que temos no planeta!

rui guerra disse...

na Holanda a legalização do consumo, levou à redução do mesmo (de forma drástica, segundo dados recentes).
A transgressão passou para a plantação, ainda não permitida neste país Europeu.
Um dos crachás que o amigo Gaspas se refere, era um dos poucos que eu tive. Já passaram mais de 20 anos.
Depois de todos os estudos sobre comportamentos aditivos, dependências, perdas de faculdades psíquicas e quejandos, eu ainda são a favor da legalização do consumo, embora não seja por isso, que vá passar a fumar (sinceramente o 'cheirinho' é horrível e fumar papeis ensalivados não me parece muito higiénico).
Pedir camufladamente a legalização de algo, como sempre se fez nos últimos 30 anos é bolorento. É necessário assumir-se, como aqueles moços de Lagos que fazem campanhas nas ruas, cada um fumando o seu 'sputnik'. Por isso, RB falar das propriedades terapêuticas ou das possibilidades industrais do cânhamo é atirar areia para os olhos.
Ser activo numa campanha é quebrar com o sistema. Decorar o escritório, ou gabinete com as plantas referidas, fumar em público sem receios da condenação social e por aí fora.
Um abraço a todos,
Rui Guerra

rb disse...

Caro Rui Guerra,

Antes de mais, obrigado pelo teu comentário e contributo à discussão. É para isto que os blogs , também, servem, a meu ver.
Ora bem:
"Decorar o escritório, ou gabinete com as plantas referidas, fumar em público sem receios da condenação social e por aí fora."

Mas como, se isso é ilegal?!
É uma contra-ordenação, tal como ultrapassar na linha contínua ou circular em excesso de velocidade, entre outras.
Assim sendo, obriga o consumidor possuidor de cannabis a ir a um CAT , sujeitar-se a consultas, pagar uma multa, etc. E isto se a quantidade for mínima, porque senão é crime e, na letra da lei, dá cadeia.
Eu pergunto: porquê?

O único argumento utilizado é o perigo de evolução para as drogas duras. No entanto, com a lei actual, alguém que queira consumir , além de se sujeitar ao risco de ser acusada de contra-ordenação, terá que praticar crimes para obter a droga, pois compra e vender é crime. E terá de comprar em poucas quantidades, ou seja, várias vezes, sujeitando-se a dirigir-se a um traficante que a poderá aliciar para drogas pesadas.
Portando, mantendo o consumidor na clandestinidade aumenta-se o risco de este resvalar para outros consumos e práticas.
Ao liberalizar, haveria regras e controlo de qualidade dos consumos.
Depois também há aquela velha máxima: o fruto proibido é sempre o mais apetecido.
E parece-me que é um contra-senso enorme, para não dizer uma tremenda hipocrisia, que não haja o mesmo estilo de preocupação em relação ao alcool, cujo consumo em Portugal é altamente elevado, e aos fármacos, antidepressivos, anciolíticos e afins, tudo substâncias que a meu ver e até prova em contrário farão pior à saúde do que a cannabis.
Quanto à plantação, tal com na venda tinha que haver regras, mas nós temos condições muito boas para a fazer (a qualidade da plantação nos Açores até é conhecida como uma das melhores do mundo), penso que devemos aproveitá-las, senão teríamos que comprar a outros países.
Esclareço que naturalmente não pretendo advogar aqui o consumo de drogas leves, pois, não ignoro que é nocivo para a saúde. Defendo é que as pessoas devem ser completamente livres de o fazer uma vez que tal não prejudica terceiros (ao contrário do que ultrapassa na linha contínua ...) e mesmo em relação ao próprio, não sendo inócuo, não terá as consequências que tem o alcool, por exemplo. Veja-se quantos acidentes mortais, quantos maus tratos, quntas vidas estragadas, homicídios até, foram praticados sob o efeito do alcool. No passado e certamente que no interior ainda hoje acontece, dava-se sopas de vinho ou "de cavalo cansado" para os meninos "desenvolverem melhor" e "crescerem". E nos centros urbanos e meios universitários, passatempo preferido da juventude e não só é "meterem-se nos copos".
Assim, como não sou capaz de condenar alguém que gosta de beber o seu copo, também, não o faço a alguém que gosta de fumar o seu charro. Desde que moderadamente. Para isso é preciso dar-lhe liberdade e ao mesmo tempo a consequente resposabilidade. E não tratar os consumidores como crianças como acontece actualmente.

Anónimo disse...

O que tu queres sei eu...